SOBRE A IMPORTÂNCIA DO DIALOGO!

Que o divórcio é a solução para um casamento que deseja chegar ao fim e que você vai precisar de um advogado se isso acontecer você já sabe né?! Já parou pra pensar porque precisamos de advogado para divorciar, mas não precisamos de um advogado para casar?

Casamento envolve várias questões, que vão além do amor, e merecem ser incluídas e dialogadas de forma clara e objetiva na relação do casal. É por isso que o divórcio começa no namoro, pois a falta de diálogo, em especial sobre assuntos importantes é a causa raiz de todo divórcio, o diálogo aberto deve ser desenvolvido pelo casal já no namoro. 

O diálogo, uma vez desenvolvido já na fase de namoro, permite que o casal decida realizar um planejamento matrimonial por meio de um pacto antenupcial. Que o casal pode escolher sobre o regime de bens talvez não seja novidade, mas quero te contar duas coisas que talvez você não sabia: 

1) Você sabia que e possui o casal criar o seu próprio regime de bens? Além dos tradicionais mais conhecidos (Separação Total, Comunhão Parcial, etc.), um casal pode se casar no regime de separação total de bens e prever que após a chegada do primeiro filho o regime de bens passará a ser o regime da comunhão parcial de bens, dado que o filho pode trazer mais solidez a esse casamento. 

2) A segunda coisa que talvez você não saiba, é que além da escolha do regime de bens que, é um aspecto patrimonial, é possível estabelecer regras não patrimoniais. Que tal já deixar combinado que café da manhã na cama deverá ocorrer até que a morte os separe? Ou ainda, que tal pensar em se pactuar uma multa em razão da prática de traição por parte de um dos integrantes do casal? Eu poderia falar horas sobre isso!

Já parou pra pensar que se não houver diálogo construtivo entre o casal no namoro ou no casamento que são a parte boa da relação, imagina no divórcio. Você sabia que o Brasil registra 1 divórcio a cada 3 casamento? E detalhe, nos últimos tempos, registou-se um aumento ainda maior neste número. Isso representa mais de 350 mil divórcios por ano no Brasil. Você também acha esses números assustadores?

O Judiciário hoje passa por um processo de desjudicialização dos conflitos, em especial desde a Resolução 125/2010 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em especial destaca-se a mediação e o divórcio colaborativo. Em países como os EUA essas práticas  que compõem um sistema multiportas já são uma realidade desde a década de 70.

Por certo que na prática nem sempre é possível evitar processo judicial, mas é preciso lembrar que o diálogo construtivo é a melhor forma de atuar na raiz de qualquer conflito. Mesmo quando um cliente me procura para ajuizar uma Ação de divórcio, eu sempre apresento a mediação e o caminho do divórcio colaborativo como possibilidades, que podem evitar o constrangimento familiar e o desgaste emocional que envolve essas situações.

Nesse cenário, tem sido cada vez mais comum a consultoria matrimonial (pré-casamento) para assessorar os noivos contemporâneos na resolução de situações burocrática a ser resolvida pelo casal, tais como, regime de bens, casamento civil, regulamentação de união estável, reprodução humana assistida e planejamento sucessório, dentre outros assuntos que se fizerem necessários.